2.2.06

Gosto de me lembrar deles assim. Um à espera do outro. Ele a admirar-lhe a velhice.

Dela, guardo os cigarros às escondidas no galinheiro, com a desculpa que se iam buscar os ovos. O arroz doce com canela. A braseira debaixo da mesa. Os banhos no tanque de lavar a roupa, com água fresca do poço. O musgo no fundo do tanque, que me fazia cócegas nos pés. O aconchegar das mantas alentejanas à noite.

Dele os olhos azuis imensos. Os silêncios. Os sorrisos.

E o cão Farrusco lá atrás...

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