15.12.05

Fernando Meirelles

Este senhor sabe pôr o dedo na ferida. Tinha gostado do que fez na Cidade de Deus e o Fiel Jardineiro veio confirmar muitas coisas que já sabia: Meirelles não faz apenas cinema faz também documentário social; o continente africano é o que se sabe, porque dá jeito a muita gente que assim seja; a indústria farmacêutica é um buraco negro; quando se ama uma causa tudo faz sentido.

Não considero este filme como um filme de amor, como foi apelidado pela crítica, mas sim como um filme de coragem. Coragem da parte de Meirelles e de todos que decidiram levar esta história (de certo baseada em alguns factos verídicos) para a frente. Embora o amor esteja lá, por uma causa, por um continente, por uma mulher, pelo cinema da parte de Meirelles. Fotografia estrondosa, realidade crua como já começa a ser imagem de marca. E agora Meirelles? 1º o Brasil, depois o Quénia...onde vais importunar status quos a seguir? Fico à espera.

Escusado será dizer que Meirelles já está na minha lista de heróis, e é prova de que quando se corre por amor à camisola tudo é possível. Mesmo que se incomode muita gente.

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