
Num campo de refugiados que visitei em Darfur, uma mulher ofereceu-me estas contas com excertos do Corão. Duas eram para os meus netos, duas para os meus filhos e duas para mim. Uma das que me deu era para me dar segurança. Eu senti-me inútil pois não lhe podia garantir segurança a ela. Então ela pediu-me que eu contasse a sua história por onde passasse. Esta mulher sem nome viu morrer os seus dois filhos mais novos e o marido, foi vitima de torturas e de várias violações, passa fome e sede. Ela disse-me, diga-lhes que nos venham ajudar, nós precisamos de ajuda.
Darfur está prestes a tornar-se numa nova Somália devido a problemas de abastecimento de água, insegurança, doenças e fome. Este campo de refugiados tem um médico para 40.000 pessoas, e a cólera é uma epidemia. A comunidade internacional tem de actuar. Temos o dever de actuar.
Foram mais ou menos estas as palavras de Mia Farrow. O que mais me espantou foi depois disto quase toda a gente querer falar sobre cinema.
A realidade em Darfur
3 comentários:
O intelecto não se alimenta de coisas comezinhas como essa, pá!
(E não estás nada!.... tomara) (6)
Mas não foi para falar sobre cinema que ela foi convidada?
Não sejas linear.
Enviar um comentário