11.12.05


O meu rapaz do caleidoscópio

1 comentário:

Anónimo disse...

a realidade dispersa-se por cada um dos biliões de olhos que a vêm, e cada um dos singulares dentes que a mordiscam em jeito de fraseados sonoros que imaginamos compreender,

e, no centro, a verdade, não existe

apenas essa amálgama de delirantes ruídos que o procuram incessantemente

o silêncio, esse, apenas nos longínquos subúrbios, esses onde as folhas caem sem varredor para as levar, entre avenidas rápidas que sobrevoam labirintos de casas mal amanhadas, onde os teus se encontram nos meus

por um instante, dirias que já disse tudo, quando não disse nada