“Estudos na área da neurologia e neuropsicologia demonstram que um indivíduo, quando experimenta sentimentos de paixão, apresenta uma diminuição do fluxo sanguíneo em zonas posteriores do cérebro, limitando o pensamento racional e passando parte do controlo das nossas acções ao sistema límbico”, revela Manuel Gonçalves, neurologista.
Ficamos ‘loucos’ de amor, com um sorriso de orelha a orelha e sem noção de tempo. Quanto à falta de apetite e às insónias que a maioria das vezes surgem ao vivermos uma paixão, parece que afinal é tudo culpa das hormonas. “A paixão parece desencadear a libertação de feniletilamina, noradrenalina (conhecida como adrenalina) e dopamina, que terão uma flutuação responsável pela “instabilidade” e volatilidade das sensações, que regra geral se vão extinguindo com o passar do tempo, permitindo, ou não, a consolidação de outro tipo de sentimentos”, diz o especialista.
Contudo, a paixão é, sem dúvida, efémera. Por isso, restam duas hipóteses: ou nos apaixonamos por outra pessoa ou preservamos a relação com outros sentimentos, como o amor e o companheirismo. Para isso, também se desenrolam hormonas de ‘apaziguamento’, que transmitem tranquilidade e nos deixem envolvidos numa união harmoniosa e calma. Depois, há que manter esses níveis estáveis e equilibrados se quisermos manter o compromisso por muitos anos.
Nomes das Bestas
Adrenalina – aumenta a pressão e os batimentos cardíacos essenciais para manter o entusiasmo e o prazer.
Dopamina – provoca falta de apetite, insónias, euforia e pensamentos obsessivos. Transmite sensação de prazer e de recompensa. É activada no momento da paixão e com o consumo de cocaína e/ou cafeína.
Endorfina – activa a sensação de prazer e permite reduzir a pressão e os batimentos cardíacos, permitindo a calma e relaxamento.
Feniletilamina – conhecida há mais de 100 anos pelos cientistas, só agora é associada ao amor. É uma molécula natural idêntica à anfetamina e que é produzida no cérebro por situações tão simples como uma troca de olhares ou um tocar de mãos.
Oxitocina – produzida durante o acto sexual. Segundo alguns estudos, ajuda a fortalecer os laços afectivos entre as pessoas.Serotonina – dá sensação de bem-estar e “leveza”.
Testosterona – quanto maior forem os níveis desta hormona maior desejo se sente. Os homens têm níveis mais elevados do que as mulheres. E, na Primavera aumenta em ambos os sexos.
Vasopressina – estimula as partes cerebrais encarregadas do controlo dos estímulos do prazer. Está associada à memória desse prazer.
in CM 26-03-2005
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